Enquanto algumas pessoas montam um capítulo de minissérie para atingir os picos de audiência, outras se restringem a ignorância de responder, mas eu não faço cinema, eu faço química. Tu sabe de quem eu to falando, né? Eu sei, todo mundo sabe.
É que eu decidi que chega desse papo de autocensura. E eu lá sou mulher de levar pensamento pro tumulo? Não enquanto tiver uma língua bem grande e um raciocínio bem apurado, coçando enquanto falam e fazem cagada a vontade por aí. Quer saber? Leia atenciosamente uma a uma das minhas palavras e descubra.
Sempre te amei, deixei de te amar, nunca te amei, talvez nunca vá te amar. Mas me apaixono a cada mês por um sorriso diferente. Paixão a qual geralmente dura esse mês dividido por quatro.
Ta confuso né? É só um surto de raciocínio. Adoro quando sai assim, desabafado. Sem correção ortográfica, sem essa balela de concordância. Assim fica mais fácil encontrar quem se encaixe. Na bagunça todo o lugar é o certo, e o que se procura acha. Vai ver é por isso que ele ta toda hora me procurando, me perdendo e me encontrando por aí. Embriagada, esquecida da raiva. Ou quem sabe do ultimo tapa que dei nele. Eu sou uma bagunça mesmo.
Não que eu ache isso ruim. Na verdade eu gosto. Mas por aquele outro eu dobrava até as meias. Largava o bar, parava de comer carne, e até parava de andar de pés descalços. Sabe lá quantos sorrisos mensais ainda vou encarar nesse meu clima baderneiro. Não é ruim. Sabe, eu até que gosto bastante.