terça-feira, 6 de abril de 2010

Amor Gratuito

O cérebro é realmente uma ferramenta fascinante. Te faz diferenciar o áspero do liso, o quente do frio, o belo do feio, te faz andar em linha reta. Mas sem dúvidas a maior peripécia do miolo do crânio é o amor gratuito.

Poucos viram, muitos ouviram falar, mas é isso aí pessoal, ele existe! Ele é forte, grande, quente e surpreendente. Ora, se até Camilo Castelo Branco levou três anos pra entender, não somos nós de alma pouco(nada)-poeta que vamos nascer junto ao segredo que ele é de salvação e não de perdição. Tanto é, que isso nunca foi descoberto por ninguém, mas sim foi aprendido, e se foi aprendido, foi ensinado por alguém. O curioso, é que geralmente quem ensinou também não sabia. Tá difícil de entender, né? Pois vou começar do começo. No miolo desta redundância temos o ser como um individuo singular, único passivo de modificações, na sua eletrosfera temos um circulo social. Neste circulo social temos aqueles dos quais dependemos, e também quem geralmente nos ensina o significado da palavra amor, porém não o amor gratuito. Amor gratuito é quando não temos um único motivo para querer a felicidade de outro individuo, mas ela se faz. Amor gratuito é quando outro individuo não te satisfaz econômica, histórica, vital, genética e nem sexualmente, mas tu darias a vida por ele numa boa. Amor gratuito é quando o sentimento é tão forte que enquanto não tiveres a mesma alma da pessoa, não participas dela como gostarias. Amor gratuito sim, é o verdadeiro significado de amizade. Feliz de ti se algum dia tiveres uma!

Me ensinaram, eu entendi, e não vou esquecer nunca mais.


Cérebro? Meu coração teu uma pinta na iris esquerda, e me deixa cair no popular.